Exames

  • ADENOGRAMA

    Sinonímia : Punção ganglionar, citológico de material ganglionar, punção-biópsia de gânglio.

    Material : Material obtido por punção ganglionar ou por imprint pós cirurgia. Colhe-se também sangue para exame hematológico e contagem de plaquetas.

    Colheita, conservação: Punciona-se o gânglio com agulha fina e realiza-se alguns esfregaços em l5minas limpas e secas, que são fixados em metanol.

    Preparo do paciente: Jejum não necessário.

    Método: Os esfregaços são examinandos após coloração com corantes panópticos. Para auxiliar o diagnóstico pode-se desenvolver testes citoquímicos. Exame hematológico e contagem de plaquetas são feitos concomitantemente.

    Interferentes: -

    Valores normais: O material normal é geralmente constituído de numerosos linfócitos maduros, pequeno número de linfoblastos e prolinfócitos e raras células da polpa ganglionar.

    Interpretação: Exame útil no diagnóstico diferencial das linfoadenopatias, que segundo Wintrobe podem ser classificadas em;

    1 - Reacionais (secundárias à resposta imune) 1.1 - Infecciosas (bacterianas, virais e outras! 1.2 - Não infecciosas 2 - Devidas O infecção do gânglio por microrganismos 2.2 - Infecções piógenas 2.3 - Formação de granulomas 3 - Evolução ou invasão ganglionares neoplásicas 3.1 - Primárias do gânglio (lirifomas, leucemias linfóides, etc.) 3.2 - Processos neoplásicos secundários (LMA, LMC, mielofibrose com hemopoiese ganglionar, metástases de carcinomas). 4 - Enfermidades de causa desconhecida 4.1 - Auto-imunes (LES, artrites, vasculites) 4.2 - Reações a drogas 4.3 - Enfermidades várias (sarcoidose, hipertiroidismo e outras)

    Exames relacionados: Hemograma, contagem de plaquetas, mielogramâ, sorologia para doenças que cursam com adenomegatia: mononucleose, toxopíasmose, lues, etc.

  • CARIÓTIPO COM BANDA G

    Sinonímia: Estudo cromossômico com bandagem, cariótipo com bandagem.

    Material: Sangue com heparina. Volume mínimo: 5 mL.

    Colheita, conservação: O sangue deve ser enviado rapidamente ao setor de genética.

    Preparo do paciente: Jejum de 4 horas.

    Método: Técnica de Moorhead modificada (vide Cariótipo).

    Interferentes: -

    Valores normais: 46 XX ou 46 XY, com distribuição característica das bandas.

    Interpretação: O estudo cromossômico com bandagem destina-se à identificação dos cromossomos e de suas’ diferentes regiões, tendo por base não apenas sua morfologia e tamanho, mas também a presença de bandas que são características para cada par cromossômico, permitindo a identificação de aberrações numéricas e] estruturais, equilibradas e desequilibradas, totais e parciais.

    Exames relacionados: Cariótipo.

  • CARIÓTIPO

    Sinonímia: Cariograma, cariotipagem, estudo cromoss6mico, pesquisa de cromossomo Philadelphia.

    Material: Sangue com heparina. Volume mínimo: 5 mL. Para patologias hematológicas colhe-se medula óssea. Volume mínimo: 0,2 mL

    Colheita, conservação: O material é enviado imediatamente ao setor de genética.

    Preparo do paciente: Jejum de 4 horas.

    Método: Técnica de Moorheed modificada: cultura de linfócitos estimulados pela fito-hemaglutinina e bloqueados em metáfase, e estudo citogenético.

    Interferentes: -

    Valores normais: 46 XX ou 46 XY

    Interpretação: A análise do cariótipo destina-se à identificação dos cromossomos com o objetivo de se detectar aberrações numéricas e/ou estruturais, levando-se em conta o número, a forma e o tamanho dos cromossomos. Avaliação de anomalia congênita, retardo mental, retardo de crescimento, genitália anormal ou ambígua, doenças mieloproliferativas, abortamento freqüente, síndrome de Turner, de Klinefelter, de Down, e outras, constituem indicações para o exame. Na leucemia mieióide cr6nics do adulto o cromossomo Philadelphh (Phl) está presente em aproximadamente 90% dos casos e está associado com um melhor prognóstico.

    Exames relacionados: Cariótipo com banda G, eromatina de Barr, cromossomo Philadelphia.

  • CÉLULAS LE

    Sinonímia: Células LE, pesquisa do fenômeno LE, pesquisa de células de Hargraves.

    Material: Sangue total: 15 mL, colhido Sem anticoagulan1e. Usa-se o coágulo e o soro.

    Colheita, conservação: O material é processado logo após a colheita sendo utilizada parte do coágulo para confecção de esfregaços. Se não for colhido no laboratório, enviar 15 mL de sangue total imediatamente após a colheita.

    Preparo do paciente: Jejum de 4 horas.

    Método: Método de Zimmer, modificado.

    Interferentes: Hipncomplementeniia

    Valores normais: Negativa.

    Interpretação: O fenômeno LE está presente em cerca de 60 a 80%, dos pacientes com Lupus Eritematoso não tratado e em alguns pacientes portadores de outras colagenoses. A presença de células monocitárias fagocitando massas de material nuclear (núcleo-fagocitose), ou de rosetas de neutrófilos em torno de massas semelhantes pode ser referida mas não adiciona informação diagnóstica específica. As células denominadas M são células monocitárias e as N são células neutrófilas; ambas apresentam massas fagocitadas em seu citoplasma com composição semelhante à de imunecomplexos e neste aspecto diferem da nucleofagocitose. Elas são consideradas uma variação do fenômeno LE e têm significado diagnóstico semelhante. Observamos que as mesmas acompanham o fator antinúcleo em nível de positividade e tendem a negativar-se com o tratamento. Podem estar presentes também nos indivíduos com Lupus induzido por drogas. Em relação à pesquisa de anticorpos antinuclares ver seção de Imunologia (FAN).

    Exames relacionados: Anticorpos anti-nucleares, complemento, imunecomplexos circulantes.

  • CITOLÓGICO DE ESCARRO

    Sinonímia: Papanicolaou de escarro, pesquisa de células neoplásicas.

    Material: Escarro recém-obtido por expectoração profunda, matinal, por 3 dias em colheitas separadas. Escarro obtido após o broncoscopia pode aumentar a positividade diagnóstica.

    Colheita, conservação: O material é enviado ao setor técnico imediatamente após cada colheita para início das preparações.

    Preparo do paciente: Higiene oral antes da colheita.

    Método: Estudo citológico após coloração.

    Interferentes: O material deve ser colhido sem conservante de espécie alguma.

    Valores normais: Ausência de células neoplásicas.

    Interpretação: Teste útil no diagnóstico de processos neoplásico broncopulmonares primários e secundários podendo ser também auxiliar no diagnóstico de patologias alérgicas, infecciosas ou parasitárias. Há relatos de que 3 colheitas podem aumentar a positividade do exame de 45%, em uma amostra, para 86% com três amostras, no carcinoma brônquico.

    Exames relacionados: citológico de lavado brônquico, citológico de escovado brônquico.

  • CITOLÓGICO DE LESÃO

    Sinonímia: Pesquisa de células de inclusão viral, pesquisa de células do herpes, pesquisa de células gigantes„ esfregaços de Tzanck, pesquisa de corpúsculos de Donovan.

    Material: Material de lesão (geralmente vesiculosa). Volume mínimo: o quanto for possível obter.

    Colheita, conservação: Colher preferencialmente logo após o aparecimento das lesões. Após limpeza do local, havendo vesículas, rompê-las e colher material de sua base por curetagem; se for lesão ulcerada, após limpeza colher o material por curetagem da borda e base da lesão. Quando houver pesquisa de corpúsculos de." Donovan (granuloma inguinale) deverá ser feita a colheita de um granuloma e com este realizado o esfregaço

    Preparo do paciente: Não utilizar medicação tópica por 24 horas.

    Método: Estudo citológico após coloração.

    Interferentes: Medicamentos tópicos e infecção secundária dificultam o achado de células de inclusão.

    Valores normais: -

    Interpretação: O exame permite identificar as células epiteliais gigantes observadas nas infecções herpéticas (H.simplex e H.zos ter), sendo um método bastante simples e sensível. Permite identificar células acantolfticas observadas no pênfigo. No granuloma inguinale permite a identificação dos macrófagos com corpúsculos de Donovan.

    Exames relacionados: Isolamento de vírus.

  • CITOLÓGICO DE LÍQUIDO ASCÍTICO, PLEURAL E PERICÁRDIO

    Sinonímia: Citodiagnóstico, estudo citológico, pesquisa de células neoplásicas, contagem de células, contagem diferencial, contagem de leucócitos.

    Material: O volume que puder ser obtido. Geralmente 10 mL constituem volume adequado.

    Colheita, conservação: Do volume total obtido, 5 mL deverão ser colhidos com EDTA, e o restante em recipiente sem anticoagutante. O material deve ser colhido pelo Médico Assistente e enviado ao laboratório o mais rapidamente possível.

    Preparo do paciente: -

    Método: Estudo citológico após coloração pelo Leishman.

    Interferentes: Anticoagulantes (exceto EDTA).

    Valores normais: -

    Interpretação: O exame é útil no diagnóstico de processos inflamatórios envolvendo as serosas, processos : transudativos e processos neoplásicos (primários ou metastáticos)

    Exames relacionados: Dosagens de glicose, dehidrogenase lática, proteínas e amilase em líquidos de derrama

  • CITOLÓGICO DE LÍQUIDO SINOVIAL

    Sinonímia: Contagem global e diferencial no líquido sinovial, pesquisa de cristais no líquido sinovial, estudo celular.

    Material: Liquido sinovial. Volume que for possível obter. O ideal será a colheita de pelo menos 5 mL.

    Colheita, conservação: O material deve ser processado logo após a colheita. Colher um tubo com EDTA e um tubo sem anticoagulante, se possível (5 ml). A colheita deve ser realizada por médico.

    Preparo do paciente: Não deve ter sido tratado com injeção intra-articular de fármacos no mês que antecede o exame.

    Método: Estudo físico e citológico após coloração. Inclui teste de mucina e pesquisa de cristais.

    Interferentes: Anestésico ou medicamentos injetados no espaço sinovial, acidente de punç5o.

    Valores normais: Em articulações normais não se consegue obter (líquido sinovial.

    Interpretação: O exame é útil no esclarecimento diagnóstico dos processos patológicos envolvendo as articulações: artroses, processos inflamatórios e infecciosos, sendo particularmente útil no diagnóstico de gota e condrocalcinose.

    Exames relacionados: Prova de atividade reumática, ácido urico sérico, células LE, látex.

  • CITOLÓGICO DE SECREÇÃO / LAVADO BRÔNQUICO

    Sinonímia: Papanicolaou, pesquisa de células neoplásicas, citologia oncótica.

    Material: Lavado brônquico; volume que for possível.

    Colheita, conservação: O lavado brônquico, obtido com solução fisiológica, deverá ser enviado ao laboratório imediatamente após a colheita, sem adição de conservantes. Escarro obtido após a broncoscopia pode aumentar a positividade diagnóstica.

    Preparo do paciente: -

    Método: Estudo Citológico após coloração.

    Interferentes: Não deverá ser utilizado nenhum tipo de conservante.

    Valores normais: Ausência de células neoplásicas.

    Interpretação: Exame útil no diagnóstico de processos neoplásicos broncopulmonares; eventualmente auxilia no diagnóstico de patologias infecciosas e alérgicas. Pode ser útil no diagnóstico de hemossiderose.

    Exames relacionados: Citológico de escarro, cultura de secreção, citol6gico de escovado brônquico.

  • CITOLÓGICO DE SECREÇÃO CONJUNTIVAL

    Sinonímia: Citológico de secreção de fundo de saco conjuntival, pesquisa de células de inclusão em secreção conjuntival, citológico de secreção lacrimal.

    Material: Esfregaço de material obtido por curetagem da conjuntiva tarsal superior. Volume mínimo: o que for possível obter.

    Colheita, conservação: O material é colhido com alça de platina e preparados esfregaços.

    Preparo do paciente: Não lavar os olhos pela manhã no dia da colheita e não fazer uso de medicação tópica por 24 horas antes do exame.

    Método: Estudo citológico após coloração.

    Interferentes: Pomadas e colírios.

    Valores normais: Ausência de secreção.

    Interpretação: Exame útil no diagnóstico dos processos inflamatórios conjuntivas, de natureza alérgica, bac-teriana, viral ou por Clamídia (nos dois últimos aparecem células com inclusões).

    Exames relacionados: Isolamento de Clamídia, isolamento de vírus, cultura de secreção conjuntival.

  • CITOLÓGICO DE SECREÇÃO MAMÁRIA

    Sinonímia: Papanicoia ou de secreção mamaria, citológico de cisto ou lesão mamaria.

    Material: Secreção mamilar, de um ou ambos os lados, no volume que for possível obter.

    Colheita, conservação: Se o material de secreç5o for escasso, faz-se somente esfregaços; se for abunda colhe-se em tubo, centrifuga-se e faz-se esfregaços com o sedimento. Havendo lesão, deve-se limpá-la, com material e realizar esfregaços. Se houver nódulo ou cisto pode-se fazer punção aspirativa com agulha fine. g o material for colhido em consutt6rio deve ser enviado ao laboratório rapidamente e sem adição de qualquer conservante,

    Preparo do paciente: Não fazer expressão do mamilo nas 48 horas que antecedem o exame, nem usar na cação tópica por 48 horas.

    Método: Estudo citológico em esfregaços corados.

    Interferentes: Medicamentos tópicos.

    Valores normais: -

    lnterpretação: Exame útil no diagnóstico diferencial dos processos que envolvem a glândula mamaria (inflamatórios ou neoplásicos).

    Exames relacionados: -

  • CITOLÓGICO DE URINA

    Sinonímia: Urocitológico, Papanicota ou de urina, pesquisa de células neoplásicas, Não confundir com urocitograma.

    Material: Urina recém-emitida, Volume mínimo: 30 mL em frasco fornecido pelo Laboratório.

    Colheita, conservação: Deve-se de preferência não colher a primeira urina da manhã. Colher uma amostre' de urina ap6s 4 horas de movimentação habitual do paciente, preferencialmente incluindo deambulação, só: possível!.

    Preparo do paciente: Paciente deverá estar sem urinar há pelo menos 2 horas.

    Método: Estudo Citológico após coloração.

    Interferentes: Cristafúria importante dificulta a realização de esfregaços adequados. Infecção urinária dificulta a pesquisa de células neoplásicas.

    Valores normais: Ausência de células neoplásicas.

    Intsrpretação: Exame útil no diagnóstico de processos inflamatórios e neoplásicos das vias urinárias. Em casos de nefropatias túbulo-intersticiais alérgicas pode-se observar eosinofilúria. Neste último caso dispensa-se a deambulação, mas a urina não deve ter permanecido por muitas horas na bexiga.

    Exames relacionados: Urina tipo I, cultura de urina.

  • CITOLÓGICO NASAL

    Sinonímia: Citograma nasal, pesquisa de eosinófilos em secreção nasal, contagem diferencial, contagem de eosinófilos.

    Material: Esfregaços de mucosa nasal.

    Colheita, conservação: O material para confecção dos esfregaços deve ser obtido da mucosa do sento nasal! ou do corneto médio, na altura do osso nasal.

    Preparo do paciente: Não utilizar medicação tópica nas 24 horas que antecedem a colheita.

    Método: Estudo citológico após coloração.

    Interferentes: Medicação tópica.

    Valores normais: Células caliciformes: até 20%. Restante: células cilíndricas e cilíndrico-ciliadas. As células inflamatórias são escassas, representadas por raros linfócitos, raros neutrófilos e raros mastócitos.

    Interpretação: Em processo de obstrução nasal crônica de qualquer etiologia o número de células caliciformes é superior a 20%. Nos processos com aumento da cavidade nasal (rinite atrófica) o número de células caliciformes diminui, e ocorre metaplasia do epit6fio com aparecimento de células epiteliais planas. Nos processos alérgicos ocorre aumento de eosinófilos e/ou mastócitos. Em processos bacterianos Ou Virais encontramos neutrófilos em grande quantidade.

    Exames relacionados: IgE sérica, Phadiatop, RAST.

  • CITOLÓGICO DE OROFARINGE

    Sinonímia: Citológico de secreção amidaliana.

    Material: Material de secreção, no volume que for possível obter,

    Colheita, conservação: São feitos esfregaços com o material obtido.

    Preparo do paciente: Não usar medicação tópica nas 24 horas que antecedem a colheita.

    Método: Estudo citológico após coloração.

    Interferentes: Medicação tópica.

    Valores normais: -

    Interpretação: O exame é útil no diagnostico dos processos alérgicos e infecciosos das vias aéreas superiores. Eventualmente pode ser útil no diagnóstico de lesão neoplásica de orofaringe.

    Exames relacionados: Cultura de secreção de orofaringe citol6gico nasal.

  • COAGULOGRAMA

    Sinonímia: Inclui: contagem de plaquetas, TS, 7C, TP e TTP.

    Material: Sangue: volume total de aproximadamente 10 mL em diferentes frascos e enticoagulantes.

    Colheita, conservação: vide TS, TC, TP, TTP e contagem de plaquetas.

    Preparo do paciente: Jejum de 4 horas.

    Método: vide exames acima.

    Interferentes: vide exames acima.

    Valores normais: vide exames acima.

    Interpretação: O teste é útil no diagnóstico de coagulopatias, sendo particularmente utilizado em avaliações pré-operatórias (vide comentários de TS, TC, contagem de plaquetas, TP e TTP).

    Exames relacionados: Fibrinogênio.

  • CORPÚSCULOS DE HEINZ

    Sinonímia: Pesquisa de corpos de inclusão intraeritrocitários, pesquisa de corpúsculos de Heinz-Ehrlich.

    Material: Sangue com EDTA. Volume mínimo: 3,0 mL.

    Colheita, conservação: Material processado logo após a colheita.

    Preparo do paciente: Jejum de 4 horas.

    Método: Coloração pelo azul de cresil brilhante.

    Interferentes: -

    Valores normais: Pesquisa negativa.

    Interpretação: Os corpúsculos de Heinz se formam em indivíduos que apresentam hemoglobinas instáveis, talassemias ou enzimopatias eritrocitárias.

    Exames relacionados: Hemograma, eletroforese de hemoglobina, contagem de reticulocitos.

  • CROMATINA DE BARR

    Sinonímia: Pesquisa de cromatina sexual.

    Material: Sangue com EDTA. Volume mínimo: 2,0 mL. Raspado de mucosa oral.

    Colheita, conservação: esfregaços com material da mucosa oral são fixados imediatamente após a colheita

    Preparo do paciente: Jejum de 4 horas.

    Método: Exame do esfregaço de creme leucocitário do sangue após coloração por corante panóptico e d " esfregaços da mucosa oral após fixação em álcool 90% e coloração pelo método de Harris-Shorr.

    Interferentes: -

    Valores normais: Sexo masculino: Cromatina de Barr - ausente. Baquetas em neutrófilos – ausentes. Sexo feminino: Cromatina de Barr - visível em pelo menos 10% das células. Baquetas em neutrófilos: visíveis em a 3% dos neutrófilos.

    Interpretação: Exame útil na determinação do sexo genético e no diagnóstico de anomalias cromossômico ligadas ao sexo a. Cromatina negativa (ausência de baquetas em 200 neutrófilos e ausência de cromatina de Barr em célula epiteliais) corresponde a: 46 XY (sexo masculino), 45 XO, 47 XYY, 45 Xi46 XY, 45 X!46 XYY. b. Cromatina positiva (baquetas presentes nos neutrófilos e cromatina de Barr em células epiteliais! corresponde a: 46 XX (sexo feminino), 47 XXY; 48 XXYY. ctc.

    Exames relacionados: Testosterona, LH, FSH, DHEAS, cariótipo.

  • CROMOSSOMO PHILADELPHIA

    Sinonímia: -

    Material: Material de medula óssea. Volume mínimo. 0,3 mL. Sangue com EDTA. Volume mínimo: 3,0 m

    Colheita, conservação: A colheita da medula óssea é feita com seringa lubrificada com heparina e o material semeado em meio de cultura de tecido.

    Preparo do paciente: Jejum de 4 horas.

    Método: Cultura de medula óssea com bloqueio em metáfase e estudo citogenético.

    Interferentes: -

    Valores normais: Pesquisa negativa.

    Interpretação: O cromossomo Philadelphia está presente em cerca de 90% dos pacientes com LMC do tipo adulto. A sua presença sugere melhor prognóstico. Pode ser utilizado no diagnóstico diferencial com reações leucemoides.

    Exames relacionados: Hemograma, mielograma, fosfalase alcalina em neutrófilos.

  • DERMATÓGLIFOS

    Sinonímia: -

    Material: Obtenção da impressão palmar ou plantar em papel, com especial atenção para se obter linhas dermatoglíficas nítidas, principalmente junto à implantação dos dedos.

    Colheita, conservação: -

    Preparo do paciente: –

    Método: Análise das impressões palmares ou plantares.

    Valores normais: -

    Interpretação: A interpretação deste exame deve ser feita por um geneticista, sendo os achados avaliados por um cálculo estatístico de probabilidades. É exame útil no diagnóstico, por exemplo, das seguintes patologias: Síndrome de Down, Síndrome de Patow, síndrome de Edwards

    Exames relacionados: Cariótipo.

  • DORFMAN

    Sinonímia: "Screening" para mucopolissacaridoses

    Material: Sangue com EDTA, Volume mínimo: 3,0 ml . Urina recém-emitida. Volume mínimo: 15 mL.

    Colheita, conservação: Se o exame não for realizado no mesmo dia manter a urina refrigerada e conservada com timol. esfregaços de sangue e creme leucocitário são preparados e fixados com metanol.

    Preparo do paciente: O paciente deve esta há 2 horas sem urinar.

    Método: Para a urina: Teste de Dorfman-Steiness Para o sangue: coloração e pesquisa de anomalias de Alder.

    Interferentes: -

    Valores normais: Ausência de anomalias leucocitárias. Dorfman negativo.

    Interpretação: O teste de Dorfman faz parte do "screening" para erros inatos do metabolismo, permitindo o diagnóstico qualitativo de mucopolissacaridoses. Em geral é feito juntamente com pesquisa de anomalias leucocitárias (anomalias de Alder em suas variadas apresentações), que permitem uma aproximação do tipo de mucopolissacaridose.

    Exames relacionados: Perfil de erros inatos do metabolismo.

  • ELETROFORESE DE HEMOGLOBINA

    Sinonímia: Estudo das hemoglobinas, pesquisa de hemoglobinopatias.

    Material: Sangue com EDTA. Volume mínimo: 5,0 mL.

    Colheita, conservação: Encaminhar ao laborat6rio no máximo até 6 horas após a colheita.

    Preparo do paciente: Jejum de 4 horas.

    Método: Prova de falcização com metabissulfito a 2º/o. Determinação da Hb fetal pelo método de Singer. Eletroforese em acetato de celulose com determinação densitométrica da maioria das hemoglobinas, e por eluição da MbA2.

    Interferentes: -

    Valores normais: HbA2: 2,0 a 3,5%. HbF: < 2,0%. HbA: > 95%.

    lnterpretação: Exame útil no diagn6stico diferencial das hemoglobinopatias.

    Exames relacionados: Hemograma, contagem de reticulócitos, prova de falcização.

  • EOSINÓFILOS NAS FEZES

    Sinonímia: Citológico de fezes.

    Material: Fezes com muco.

    Colheita, conservação: Colher fezes recentes; o material deve ser processado imediatamente após a colheita.

    Preparo do paciente: Jejum não necessário.

    Método: Estudo citológico após coloração (Leishrnan).

    lnterferentes: -

    Valores normais: Ausência de eosinófilos.

    Interpretação: Exame útil no diagnóstico das enterocolopatias causadas por parasitoses intestinais ou por : processos alérgicos. Eventualmente se associam ao achado de cristais de Charcot-Leyden nas fezes, que tem significado semelhante.

    Exames relacionados: Pesquisa direta de leucócitos e hemácias nas fezes.

  • ESFERÓCITOS (Pesquisa no sangue)

    Sinonímia: -

    Material: Sangue com EDTA. Volume mínimo: 5,0 mL.

    Colheita, conservação: Deve ser realizado o esfregaço o mais rapidamente possível.

    Preparo do paciente: Jejum de 4 horas.

    Método: Análise de esfregaços corados com corantes panópticos.

    Interferentes: Artefatos de técnica no preparo dos esfregaços.

    Valores normais: Ausentes no sangue periférico.

    Interpretação: Exame útil no diagnóstico da esferocitose hereditária. Esferocitos também podem estar presentes em graus variáveis em: anemia hemolítica autoimune anemia por isoanticorpos, aneniia hemolitica mi-croangiopática, anemia hemotítica medicamentosa e outras. Nas hemácias esferociticas ocorrem diminuição na relação entre superfície e volume e diminuição da resistência osmótica das mesmas.

    Exames relacionados: Contagem de reticulócitos, teste de Coombs, grupo sangüíneo, fator Rh, curva de fragilidade osmótica dos eritrócitos.

  • ESPERMATOZÓIDES (Contagem global)

    Sinonímia: Contagem global de espermatozóides.

    Material: Todo o volume de uma ejaculação.

    Colheita, conservação: O material ejaculado é obtido por rnasturbacão após higiene das mãos e do pênis e deve ser processado imediatamente.

    Preparo do paciente: É aconselhável abstinência sexual de 3 dias. Em caso de comparação entre amostras colhidas em épocas diferentes, respeitar sempre o mesmo período de abstinência.

    Método: Contagem global dos espermatozóides em câmara hemocitométrica.

    Interferentes: Cimetiáina, citotóxicos, estrógenos e metiltestosterona podem reduzir o número de esperma-tozóides.

    Valores normais: 60 - 150 milhões de espermatozóides mL.

    Interpretação: Exame útil no controle pós-vasectomia. O número de espermatozóides diminui progressivamente após a cirurgia e, em cerca de 30 dias, dependendo dos hábitos sexuais do paciente, os espermatozóides estarão ausentes ou em número muito reduzido. No paciente não vasectomizado algumas drogas (vd. acima) podem provocar oligospermia; disgenesias gonadai", orqwite, atrofia testicular (como após caxumba) podem ser causa de oligo ou azoospermia.

    Exames relacionados: Espermograma

  • FALCIZAÇÃO DE HEMÁCIAS

    Sinonímia: Prova de falcização de hemácias, pesquisa de "sickle-cells", pesquisa de eritrócitos falciforma pesquisa de drepan6citos, prova de falcização.

    Material: Sangue com EDTA. Volume mínimo: 4,0 mL.

    Colheita, conservação: Se o exame não for realizado no mesmo dia, manter a amostra, até no máximo 9 horas, entre 4 e 8ºC (sem contato com gelo} e enviar 4 esfregaços do sangue periférico fixados.

    Preparo do paciente: Jejum de 4 horas.

    Método: Método em tâmina com metabissutfito de sódio a 296.

    Interferentes:

    Valores normais: Ausência de falcização.

    Interpretação: Teste útil no diagnóstico da doença falciforme, para detecção da hemoglobina S. Falcizaç50' positiva ocorre em indivíduos heterozigotos para o gene condicionante da síntese da hemoglobina S (indivíduos AS), nos homozigotos para HbS (indivíduos SS - anemia falciforme) e nos duplo-heterozigotos (BoS; BS; SC; DS). Ocorre falcização também em outras hemoglobinopatias (Hbl, HbC, Harten, HbC Georgetown, Hb Barts). ;

    Exames relacionados: Hematológico, eletroforese de hemoglobina.

  • FIBRINOGÊNIO

    Sinonímia: Dosagem do fator l.

    Material: Sangue colhido com citrato de sódio. Volume mínimo: 5,0 mL.

    Colheita, conservação: Adiciona-se 0,5 mL de EACA (para prevenir a degradação do Separa-se o plasma logo após a colheita.

    Preparo do paciente: Jejum de 8 horas.

    Método: Método de Ratnoff e Menzie modificado. fibrinogênio in vitro)

    lnterferentes: Proporção incorreta entre o anticoagulante e o sangue. Contraceptivos orais e gestação aumentam.

    Valores normais: 200 - 400 mg/dL.

    Interpretação: Exame útil no diagnóstico diferencial das coagulopatias. Ocorre diminuição do fibrinogênio nos pacientes com coagulo patia de consumo (ex. Ci VD}, na hipofibrinogenemia congênita e na insufici0ncia hepática. O fibrinogênio também pode estar diminuído pela presença de fibrinolisinas circulantes, o que pode ocorrer em pós-operatórios é e cirurgias extensas e em neoplasias disseminadas. Podemos encontrar níveis aumentados de fibrinogênio em processos reacionais. É um dos mais importantes fatores plasmáticos relacionados com a velocidade de hemossedimentação. O fibrinogênio pode estar aumentado nas seguintes situações: infecção, processos inflamatórios, neoplasias, pós-operat6rios, síndrome nefrótica e gravidez.

    Exames relacionados: Contagem de plaquetas, coagulograma.

  • HEMOGLOBINA

    Sinonímia: Htc, Ht.

    Material: Sarique com EDTA. Volume mínimo: 3,0 mL.

    Colheita, conservação: -

    Preparo do paciente: Jejum de 4 hora".

    Método: Determinação em sistema eletrônico automatizado, considerando que Htc = n º. de glóbulos x volume corpuscular médio.

    Interferentes: Hemólise, excesso de anticoagulante.

    Valores normais: -

    Interpretação: Hematócrito elevado pode ser encontrado nas policitemias, após exercício intenso, em altitude elevada e nas hemoconcentrações. Hematócrito baixo está presente nas anemias.

    Exames relacionados: Série vermelha, hemograma.

  • HEMOGLOBINA A2

    Sinonímia: HbA2.

    Material: Sangue com EDTA. Volume mínimo: 5,0 mL.

    Colheita, conservação: Se o exame não for realizado no mesmo dia, conservar a amostra até no máximo 2 horas entre 4º C e 8º C, sem contato com gelo. É conveniente fazer 2 esfregaços, secá-los ao ar e fixá-los metanol por 10 minutos.

    Preparo do paciente: Jejum de 4 horas.

    Método: Eletroforese em acetato de celulose com determinação das hemoglobinas após eluição. Para diminuir a variação inerente ao método utilizamos várias fitas de acetato e procedemos à eluição do conjunto d mesmas.

    Interferentes: As hemoglobinas C e E correm na eletroforese na mesma região da HbA2. No caso de ocorr0n-cia destas hemoglobinas a dosagem de HbA2 ficará prejudicada.

    Valores normais: 1,5 a 3,59o.

    Interpretação: A HbA2 está geralmente aumentada nos estigmas talassêmicos (heterozigotos para talassemia) e na talassemia major. A HbA2 está diminuída na anemia microcítica ferropriva e nas delta-talassemias.*

    Exames relacionados: Hemograma, reticulócitos, eletroforese de Hb.

  • HEMOGRAMA

    Sinonímia: Hemograma de Schitlinq, hematológico, hematimetria, estudo da crase sangüínea.

    Material: Sangue com EDTA. Volume mínimo: 5,0 mL.

    Colheita, conservação: O material deve ser analisado logo após a colheita.

    Preparo do paciente: Jejum de 8 horas (eventualmente de 4 horas).

    Método: Contagem eletrônica automatizada e estudo morfológico em esfregaços corados com corantes panópticos. Não inclui contagem de plaquetas nem velocidade de hemossedimentação.

    Interferentes: Crioaglutininas, tipernia, metahemoglobinas, microcoágulos. Valores de Hematócrito obtido por centrifugação geralmente são maiores do que os obtidos eletronicamente. Isto se deve ao volume de plasma retido entre os glóbulos no primeiro caso.

    Valores normais: Vide valores normais de eritrograma, teucograma e plaquetas.

    Interpretação: Exame útil na avaliação de anemias, leucemias, infecções e inflamações. Podem ser consideradas indicações de investigação mais pormenorizada: hemoglobina abaixo de 10 ou acima de 20 g/dL, VCM acima de 100 ou abaixo de 80, presença de hemácias falcizadas, esferócitos, policromasia significativa, presença de esquizócitos, dacriócitos, "target-cefls" ou presença de eritrobtastos (exceto no recém-nascido); leucócitos acima de 15.000 ou abaixo de 3.000/mm, eosinofilia acima de 400/mm, monocitose acima de 1000/mm-, neutrófilos hipersegmentados, neutrófilos agranulares. evidente desvio para formas jovens, presença de caracteres tóxico-degenerativos e linfócitos atípicos. Se a alteração hematológica ocorrer isoladamente na série vermelha, série branca ou plaquetas, verificar interpretação no respectivo item deste Manual.

    Exames relacionados: Contagem de plaquetas, VHS, série branca, série vermelha, reticulócitos.

  • HEMOSSEDIMENTAÇÃO

    Sinonímia: VHS, velocidade de hemossedimentação dos eritrócitos, eritrossedimentação, velocidade de se dimentação globular.

    Material: Sangue com EDTA. Volume mínimo: 5,0 mL.

    Colheita, conservação: O teste deve ser iniciado imediatamente após a colheita.

    Preparo do paciente: Jejum de 4 horas.

    Método: ìhlestergren, Wintrobe.

    Interferentes: Aumentam a hemossedimentação: anemia e lipemia. Diminuem a hemossedimentação: crioaglutininas, sensibilização eritrocitária, esferocitose, anisocitose, microcitose, poticiternia.

    Valores normais: Técnica de Westergren: Sexo Masculino Sexo Feminino

    Primeira hora : Até 8 mm Até 10 mm

    Segunda hora: Total 2 horas: Até 20 mm

    Téc. de Wintrobe e Landsberg: Até 9 mm

    OBS: os valores serão corrigidos de acordo com o valor do Hematócrito. Até 25 mm Até 12 mm

    Interpretação: A velocidade de hernossedimentação está aumentada nos processos infecciosos, inflamatórios e neoplásicos. Altera-se também nas hiperproteinemias, hiperfibrinogenemias e gravidez. Na síndrome nefrótica descompensada altera-se em função da disproteinemia. É um exame inespecífico porém bastante sensível no rastrearnento dos processos acima citados, e como controle de tratamento de determinadas patologias (tuberculose, febre reumática, doenças inflamatórias intestinais e outras).

    Exames relacionados: PCR, ASLO, mucoproteínas, alfã 1-glicoproteína ácida.

  • ÍNDICE DE CONSUMO DE PROTROMBINA

    Sinonímia: TP no soro, tempo de protrombina sérica.

    Material: Sangue sem anticoagulante. Volume mínimo; 2.0 mL, Sangue com solução de citrato.

    Volume mínimo: 5,0 mL.

    Colheita, conservação: Colher com seringa plástica evitando garrotearnento prolongado. Do tubo sem Coagulante separa-se o soro urna hora após ter coagulado. Do tubo com citrato separa-se o plasma.

    Preparo do paciente: Jejum de 4 horas

    Método: De Quick, 1951.

    Interferentes: Medicamentos; tubos contaminados com detergente ou cálcio; Hemólise; proporção inadequada de sangue e anticoagulante.

    Valores normais: O a 30º.

    Interpretação: O teste nos fornece uma avaliação da atividade residual da protrombina no soro. Defeitos na, produção de trornboplastina (que converte protrombina em trombina) causam alteração neste teste. A prov8.. será habitualmente anormal na presença de defeitos modificados e severos de coagulação (deficiências de fw tor Vlll, IX, X, Xi, Xll), nas Trombocitopenias e nos defeitos de função paqueraria. Consumo normal de protrombina não significa que não haja defeito de coagulação sendo portanto um teste pouco sensível e que vem sendo substituído por outros mais sensíveis.

    Exames relacionados: Coagulograma, contagem de plaquetas.

  • LEUCÓCITOS (Contagem global)

    Sinonímia: Contagem global de glóbulos brancos.

    Material: Sangue com EDTA. Volume mínimo: 3,0 mL.

    Colheita, conservação: -

    Preparo do paciente: Jejum de 4 horas.

    Método: Contagem eletrônica automatizada.

    Interferentes: Há variação na contagem de leucócitos de um mesmo indivíduo conforme a hora do dia, exercícios físicos, estresse, etc. Crioaglutininas causam resultados falsos. Leucoagregação e microcoágulos também

    Valores normais: -

    Interpretação: Exame útil no controle de leucopenias que cursam com o uso de determinadas drogas, corno imunossupressores, quimioterápicos, etc.

    Exames relacionados: Contagem de plaquetas, leucograma, hematológico.

  • MIELOGRAMA

    Sinonímia: Punção de medula óssea.

    Material: Material de medula óssea: os esfregaços. Sangue com EDTA: volume mínimo: 3 mL para hemograma e contagem de plaquetas.

    Colheita, conservação: O material é colhido no laboratório, por médicos. Se o material for colhido em ou local devem ser enviados esfregaços fixados em metanol por 5 minutos.

    Preparo do paciente: Jejum de 4 horas.

    Método: Estudo citológico em esfregaços corados pelo corante de Leishman, e, quando indicados, testes toquímicos para ferro, piroxidase, PAS e esterase.

    Interferentes: Transfusão recente de grande volume de sangue.

    Valores normais: -

    Interpretação: Exame útil na investigação diagnóstico e acompanhamento de doenças hematológicas ta como: leucemias, anemias, plaquetopenias, tumores e síndromes mielodisplásicas. Nas doenças de depósito é particularmente útil naquelas em que se verifica a presença de determinados tipos celulares característica como nas mucopolissacaridoses, Gaucher, Niemann Pick, etc. Em doenças parasitárias como a leishmanio ou toxoplasmose é possível se encontrar o agente infeccioso.

    Exames relacionados: -

  • PLAQUETAS

    Sinonímia: Contagem de trombócitos.

    Material: Sangue com EDTA. Volume mínimo: 2,0 mL.

    Colheita, conservação: -

    Preparo do paciente: Jejum de 4 horas.

    Método: Método de Fônio, modificado.

    Interferentes: Microcoágulos, agregados plaquetários.

    Valores normais: 200.000 a 500.000/mm.

    Interpretação: São causas de aumento no número de plaquetas: doenças mieloproliíerativas (policitemia vera, LMC, mielofibrose com metaplasia mielóide), doenças inflamatórias (febre reumática, artrite reumat6ide, colite ulcerativa, etc.), doenças malignas {carcinomas, doença de Hodgkin e outros linfomas). As plaquetopenias podem ser hereditárias (síndrome de Wiskott-Aldrich, síndrome de Bernard-Soulier, Síndrome de Fanconi) ou adquiridas (PTI, secundária a doenças auto-imunes, anemia aplástica, anemias megaloblásticas, coagulopatias de consumo, etc).

    Exames relacionados: Hemograma, coagulograma, prova do laço, retração do coágulo, TS.

  • PROVA DE KLEIHAUER E BETKE

    Sinonímia: Pesquisa de eritrócitos fetais, teste citoquimico para Hb fetal.

    Material: Sangue com EDTA. Volume mínimo: 5,0 mi.

    Colheita, conservação: Esfregaços (pelo menos 4) de sangue colhido há não mais de 4 horas, são fixados em metanol 80 mm por 5 minutos.

    Preparo do paciente: Jejum de 4 horas.

    Método: Método de Kleihauer-Betke (etuição ácida).

    Interferentes: -

    Valores normais: -

    lnterpretação: O teste geralmente é utilizado para determinação se houve passagem do sangue fetal para a mãe. É utilizado também para o estudo do distribuição da Hb fetal em pacientes com kb fetal elevada (talassemias, persistência de hemoglobina fetal elevada e outras).

    Exames relacionados: Hemograma, contagem de reticulócitos, eletroforese de Hb, determinação de Hb fetal.

  • PROVA DO LAÇO

    Sinonímia: Prova de fragilidade capilar, teste do torniquete, teste de Rumpel Leede.

    Material: Teste realizado in vivo aplicando-se ao braço do paciente manguito de esfigmomandametro infiado na pressão arterial média, durante 5 minutos.

    Colheita, conservação: -

    Preparo do paciente: -

    Método: Método segundo Gothlin, 1933.

    Interferentes: -

    Valores normais: Até 5 petéquias em uma área de 20 cm2 ou de 5 cm de diâmetro..

    Interpretação: O teste positivo pode ocorrer em patologias que cursam com fragilidade capilar (deficiência de vitamina C, defeitos de síntese do colágeno), com plaquetopenia (púrpura trombocitopênica idiogática, púrpura trombocitopênica pós-infecciosa, púrpura de Henoch-Schoenlein) e na telangiectasia heredit5ria hemorrágica.

    Exames relacionados: Contagem de plaquetas, coagulograma.

  • RESISTÊNCIA GLOBULAR

    Sinonímia: Prova de fragilidade osmótica, resistência osmótica das hemácias, curva de hemólise.

    Material: Sangue com heparina (Heparina - 0,04 mL para 2,0 mL de sangue). Volume mínimo: 2,0 mL. Sangue com EDTA. Volume mínimo: 3,0 mL (para série vermelha).

    Colheita, conservação: Enviar o material togo após a colheita ao Setor de Hematologia.

    Preparo do paciente: Jejum de 4 horas.

    Método: -

    Interferentes: -

    Valores normais: inicio de hemólise: NaCI 0,45% - Hemólise completa: NaCI 0,35%

    Interpretação: A prova de resistência globular avalia a habilidade dos glóbulos vermelhos em incorporar água em seu interior sem que ocorra lise da célula. Esta resistência está na dependência da relação entre superfície volume do glóbulo. Os esferoidocitos e esferócitos apresentam resistência osmótica diminuída, como nas esferocitoses hereditárias e esferocitoses associadas a anemias hemoliticas auto-imunes; os micrócitos hipocrômicos e as "target cells", por outro lado, apresentam resistência globular aumentada, como ocorre nas anemias ferroprivas e talassemia, por exemplo.

    Exames relacionados: Hemograma eletroforeses de Hb.

  • RETICULÓCITOS

    Sinonímia: -

    Material: Sangue com EDTA. Volume mínimo: 2,0 mi.

    Colheita, conservação: -

    Preparo do paciente: Jejum de 4 horas,

    Método: Método de Nizet, modificado.

    Interferentes:

    Valores normais: Adultos: 0,5 - 1,5. Recém-nascidos: até 7º.

    Interpretação: Exame útil no diagnóstico diferencial das anemias. Os reticulócitos se encontram aumentados nas anemias hemolíticas, devido a um aumento da eritropoiese, nas anemias por perda de sangue (antes de se desenvolver deficiência de ferro) e no início de terapêutica específica de algumas anemias (deficiência de erro ou anemia rnegaloblástica). Encontram-se diminuídos nas anemias arregenerativas (anernias aplásticas).

    Exames relacionados: Série vermelha, teste de Coombs.

  • RETRAÇÃO DO COÁGULO

    Sinonímia: -

    Material: Sangue com EDTA. Volume mínimo: 3,0 mL. Sangue sem anticoagulante. Volume mínimo: 1Q em tubo cônico graduado.

    Colheita, conservação: -

    Preparo do paciente: Jejum de 4 horas.

    Método: De Macfarlane modificado: medida da relação coáguiolsoro obtida após a coagulação do sangue mantido 6 37 º C.

    lnterferentes: Medicamentos que alterem a função plaquetária.

    Valores normais: 40 a 57%.

    Interpretação: A retração do coágulo é usada como índice indireto de avaliação do número e da atividade plaquetária. Está diminuída quando o número de plaquetas for inferior a 100.000/mm nas alterações qualitativas das plaquetas (alteração da adesividade e/ou do mecanismo contrátil), e nível diminuído do fibrinogênia :

    Exames relacionados: Contagem de plaquetas, fibrinogênio, prova do laço.

  • TEMPO DE COAGULAÇÃO

    Sinonímia: TC, tempo de Lee-White.

    Material: 2 tubos com 2 mL de sangue total em cada.

    Colheita, conservação: -

    Preparo do paciente: Jejum não necessário.

    Método: Lee-White.

    Interferentes: Anticoagulantes usados in vivo; punção venosa difícil ou traumática.

    Valores normais: 5 a 14 minutos.

    Interpretação: É exame útil na avaliação da via intrínseca da coagulação, porém é teste de pouca sensibilidade. Um resultado anormal demonstra a existência de defeito hemostático sério de um dos fatores da coagulação, exceto o fator Vll. Um tempo de coagulação prolongado quase sempre significa (exceto nos casos de administração de heparina) severas hemofilias A ou B, presença de anticoagulante circulante inespecffico ou especffico (inibidor de fator Vlll, inibidor lúpico) ou deficiência de fator Xll. Cerca de 1/3 dos hemofílicos, porém, apresentam este teste normal.

    Exames relacionados: TTP, TRP, coagulograma.

  • TEMPO DE PROTROMBINA

    Sinonímia: TP, AP, controle de anticoaguiantes orais,

    Material: Sangue com citrato de sódio. Volume mínimo: 5,0 mL (4,5 mL de sangue para 0,5 mL de anticoagulante).

    Colheita, conservação: Colhe-se com seringa plástica, evitando garroteamento prolongado. O teste deve ser realizado até 2 horas após a coleta.

    Preparo do paciente: Jejum não necessário.

    Método: De Quick, 1951.

    Interferentes: Vários medicamentos, hemólise, coleta traumática.

    Valores normais: 10 a 12,5 segundos = 100º.~ a 85% de atividade.

    Interpretação: O teste é útil na avaliação da via extrínseca da coagulação. Está prolongado nas deficiências de fatores Vll, V, X, fl (protrombina), I e na presença de alguns tipos de Anticoagulantes circulantes. Ocorre prolongamento do TP nas doenças parenquimatosas hepáticas e nas desordens do metabolismo de vitamina K (deficiência de síntese ou absorção de vitamina K ou tratamento anticoagulante com dicumanicos).

    Exames relacionados: Coagulograma, TTP, contagem de plaquetas.

  • TEMPO DE RECALCIFICAÇÃO DO PLASMA

    Sinonímia: TRP, tempo de coagulação do plasma.

    Seção técnica: Hematotogia.

    Material: Sangue com citrato de sódio. Volume mínimo: 5,0 mL.

    Colheita, conservação: Colhe-se com seringa plástica, evitando garroteamento prolongado. Manter o plasma sob refrigeração até a realização do teste.

    Preparo do paciente: Jejum de 4 horas.

    Método: Medida manual do tempo de coagulação do plasma após recalcificação.

    Interferentes: Medicamentos, anticoagulantes.

    Valores normais: 90 a 120 segundos.

    Interpretação: O teste tem o rnesmo significado do tempo de coagulação, só que é uma medida mais sensível, E utilizado no controle da heparinoterapia, e se encontra prolongado nas seguintes patologias: deficiências de fatores Vlll, IX, X, Xll, déficit de fibrinogênio, presença de anticoagulante circulante, deficiências severas na fase de ativação da protrombina.

    Exames relacionados: Fibrinogênio, TP, TTP, coagulograma.

  • TEMPO DE SANGRAMENTO

    Sinonímia: TS, tempo de sangria.

    Material: -

    Colheita, conservação: Punção, com tanceta descartável, no glóbulo da orelha, cronometrando-se o tempo sangramento.

    Preparo do paciente: Jejum não necessário.

    Método: Método de Duke.

    Interferentes: Medicamentos que interferem na coagulação, anticoncepcionais orais, aspirina.

    Valores normais: 1 a 3 minutos.

    Interpretação: O TS mede a reação dos capilares à lesão; tal reação depende de plaquetas, de fatores plasmáticos, do endotélio e da contratilidade capilar. O TS estará alterado nas situações de alterações vasculares (Purpura de Henoch-Schoenlein, criogfobulinemias, telangiectasia capilar), nas pfaquetopenias (primárias ou se-cundárias) ou nos defeitos qualitativos das ptaquetas (Von Wif(ebrand, trombastenia de Gtanzmann, trombo-patias adquiridas) e na presença de inibidores da função ptaquetária (AAS, Dextran, fenilbutazona e outros),.

    Exames relacionados: Coagulograma, contagem de ptaquetas, retração do coágulo.

  • TEMPO DE TROMBINA

    Sinonímia: -

    Material: Sangue com citrato de sódio. Volume mínimo: 5,0 mL. Acrescentar 0,5 mL de EACA para impedir a degradação do fibrinogênio nos casos de fibrinólise.

    Colheita, conservação: Colher com seringa plástica e separar o plasma logo ap6s a colheita.

    Preparo do paciente: Jejum de 4 horas.

    Método: Medida do tempo de coagulação do plasma ap6s adição de trombina.

    Interferentes: -

    Valores normais: 15 a 18 segundos.

    lnterpretação: Resultados anormais, geralmente acima de 30 segundos, podem ocorrer nas seguintes situações: presença de heparina circulante, presença de produtos de degradação da fibrina, depressão de fibrinogênio, doenças hepáticas, paraproteínas e disfibrinogenemias. Tem particular uso no diagnóstico da CIVD.

    Exames relacionados: Fibrinogênio, TP, coagulograma.

  • TEMPO DE TROMBOPLASTINA PARCIAL

    Sinonímia: 7TP, TTPA, tempo de Kaolin, controle de heparinização.

    Material: Sangue com citreto de sódio Volume mínimo: 6,0 mL.

    Colheita, conservação: O material deve ser colhido em seringa postiça, evitando garroteamento prolongado. Separar o plasma todo após e coletas, mantido sob refrigeração e executar o teste Até 2 horas após a colheita.

    Preparo do paciente: Jejum não necessário.

    Método: Ativação pelo Kaolin.

    Interferentes: -

    Valores normais: 30 a 45 segundos.

    lnterpretação: O teste é útil na avaliação da via intrínseca da coagulaç5o, encontrando-se alterado nes deficiências de um ou mais fatores deste sistema (I, II, V, VIII, IX, X, XI e XII), ou terapêutica com heperina, ou na presença de seticoagulantes espontâneos circulantes fex. Lupus eritematoso).

    Exames relacionados: Coegulograma, contagem de plaquetas, TP.

  • TESTE DE HAM

    Sinonímia: Teste para hemoglobinúria paroxistica noturno.

    Material: Sangue do paciente colhido com heparina. Volume mínimo: 10 mL. Sangue também heparinizado de um indivíduo com o mesmo grupo sanguíneo do paciente. Volume mínimo: 10 mL.

    Colheita, conservação: Desfibrinar as 2 amostras com pérolas de vidro e separar as hemácias do soro. Ser utilizados os soros das 2 amostras e a papa de hemácias das 2 amostras.

    Preparo do paciente: Jejum de 8 horas.

    Método: Método de kam ou do soro acidificado.

    Interferentes: Alterações de pH (pH ótimo = 6,5 a 7,0).

    Valores normais: Ausência de Hemólise.

    Interpretação: Teste útil no diagnóstico de hemoglobinúria paroxística noturna, em que as hemácias dos indivíduos afetados são anormalmente sensíveis análise pelos constituintes normais do plasma. ou do soro acidificado (componentes do complemento). Um falso resultado positivo é encontrado, algumas vezes, em anemia esferocítica. Neste caso, refaz-se o teste usando soro inativado a 56º C por 30 minutos. Na anemia esferocítice o teste continuará positivo.

    Exames relacionados: Hemograma, reticulados, teste de Coombs, hemugiubina na urina

  • TESTE DO NITRO-BLUE TETRAZOLIUN

    Sinonímia: Teste do NBT.

    Material: Sangue com heparina. Volume mínimo: 2,0 ml. com 0,04 rnL de heparina.

    Colheita, conservação: O material deve ser processado, no máximo, até 20 minutos ap6s e colheita.

    Preparo do paciente: Jejum de 4 horas.

    Método: Técnica de Parker e cols, 3968.

    Interferentes: -

    Valores normais: 1 a 25% de neutrófilos NBT positivos.

    lnterpretação: Os neutrófilos reduzem o NBT, que é incolor, a partículas de formaram precipitado ro intracelular). O teste doi utilizado no inicio para se distinguir entre processos infecciosos viróticos e . Em processos bacterianos os valores da redução do NBT são geralmente Oltos, mas o teste é inespectfico à principal indicaç5o do teste é na doença granulomatosa crônica ds criança (doença hereditária ligada ao sexo), onde não ocorre redução do tVBT devido a deficiência da enzima NAD-oxidasa

    Exames relacionados: Hemograma, teucograma.

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